Diagnóstico · 2 min de leitura
A ressonância veio normal, mas a dor continua. E agora?
Uma ressonância normal não invalida a dor. Saiba o que história, exame físico, sono e função acrescentam à leitura clínica.
Conteúdo educativo do Dr. Rhamon A. Mendonça · CREMEB 27068 · RQE Medicina da Dor 19938 · RQE Ortopedia 17889 · RQE Diagnóstico por Imagem/Ultrassonografia 18202
Uma ressonância sem alterações relevantes não invalida a dor. O exame mostra estruturas, mas não mede toda a função muscular, a sensibilidade dos nervos ou o efeito da carga sobre os sintomas.
Também pode acontecer o contrário: a imagem mostra alterações que não causam sintomas. Por isso, o laudo deve ser comparado com a história e com o exame físico.
A avaliação verifica localização, duração, fatores de melhora e piora, limitações e tratamentos prévios. Só então é possível decidir se há necessidade de outro exame ou de uma mudança no tratamento.
O laudo não é um teste de quanto você sente
A ausência de alterações relevantes não torna o sintoma menos real. Tampouco significa, sozinha, que a causa seja emocional. A consulta precisa reconstruir o início da dor e avaliar o que a reproduz ou limita.
Vale repetir o exame?
Na dor lombar, pedir mais imagens só faz sentido quando existe uma pergunta clínica e o resultado pode mudar o tratamento. Leve as imagens, não apenas o laudo, e relate mudanças recentes nos sintomas.
Como se preparar
Anote onde dói, quando piora e quais atividades ficaram difíceis. Relacione tratamentos anteriores e a resposta a cada um. Essas informações ajudam mais do que tentar chegar com todos os exames possíveis prontos.
Quando a dúvida é sobre coluna, você pode conhecer a avaliação da dor lombar e da coluna em Santo Antônio de Jesus.
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação médica, não estabelece diagnóstico e não indica tratamento individual.